ReaçõesPara a vice presidente de Educação da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha, o fato de 18 Estados terem melhorado o desempenho entre 2023 e 2024 precisa ser comemorado. “Ganhos consistentes ano a ano são muito mais importantes que saltos meteóricos que não se sustentam no tempo”, afirma. “O desafio maior é que ainda há grande desigualdade entre os Estados: uns com patamares bons e outros muito para trás.”A escolha do MEC em utilizar o Criança Alfabetizada como o indicador de alfabetização no Brasil recebeu críticas de um grupo de especialistas que aponta que os exames estaduais têm diferenças metodológicas e de aplicação. Para eles, o ideal seria usar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito pelo MEC no 2.° ano do fundamental. Ele também avalia alfabetização, mas de forma amostral.O governo vinha sendo acusado de falta de transparência por não apresentar os resultados do Saeb depois que o novo índice foi criado. Para o Inep, o Criança Alfabetizada expressa com mais fidelidade quantas crianças sabem ler e escrever porque reúne dados de todos os alunos de cada Estado e é realizado anualmente. O governo também argumenta que foram feitas parametrizações para que os exames, embora diferentes, sejam comparáveis.Após pressão de especialistas e da imprensa, o MEC divulgou números, que mostraram taxa de 49,3% de crianças alfabetizadas no País em 2023, conforme o Saeb, porcentual menor do que os 56% indicados no relatório do programa Criança Alfabetizada.O resultado nacional em 2023 havia sido 20 pontos porcentuais acima do desempenho de 2021, de 36%. Mas apenas um ponto maior que o de 2019, antes da pandemia (55%). Até o ano passado, já que o índice não existia, os dados eram comparados com o resultado do Saeb.
Créditos

Posted inCaruaru e Região