Sinalização para diálogoVieira estará em Nova York até a próxima terça, dias antes da entrada em vigor das tarifas contra o Brasil. Segundo embaixadores brasileiros que relataram reservadamente o novo passo da estratégia à coluna, o movimento era visto como importante por Vieira por sinalizar máxima disposição para o diálogo por parte do Brasil, ao contrário do que tem dito a Casa Branca.Vieira, porém, só irá de Nova York a Washington se tiver uma agenda definida de antemão, para não correr o risco do constrangimento de dar com a porta na cara.Ainda nesta semana está na capital americana uma comitiva de senadores brasileiros que tentam ajudar na abertura do diálogo. Em outra frente, eles se encontrarão com empresários americanos com negócios com o Brasil e com alguns congressistas entre amanhã e a próxima quarta.Embora a semana passada tenha começado tensa, o entendimento entre as autoridades brasileiras é de que a fervura baixou por ora, diante do afastamento do risco de prisão de Bolsonaro pelo STF e do fato de que nenhuma nova medida contra o Brasil tenha sido anunciada por Washington desde o dia 18. As negociações para uma conversa de Vieira em Washington seguem em curso.Desde o dia 9 de julho, quando foram anunciadas as tarifas contra o Brasil, os EUA já tomaram ao menos duas outras ações contra o país. No dia 15, abriram uma investigação por supostas práticas comerciais desleais do Brasil e, no dia 18, determinaram restrição de acesso ao território americano ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a “seus aliados da Corte”, o que incluiria mais sete juízes do STF e o procurador-geral da República Paulo Gonet.
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