O jornal The New York Times ouviu economistas, que disseram que isso corroeria ainda mais a confiança nos dados fornecidos pelo governo Trump e dificultaria a vida de investidores e empresas, que dependem de informações confiáveis para tomar decisões.O Escritório de Estatísticas Trabalhistas afirmou, nesta sexta, que houve 73 mil novos empregos em julho, quando se esperava muito mais. E que, nos dois meses anteriores, foram gerados 258 mil postos a menos do que divulgado anteriormente.Diante de um desemprego recorde no Brasil, Bolsonaro, sem pudor algum, atacava não as suas causas, mas o IBGE, que informa o tamanho do problema. É como se um médico, diante de uma febre, blasfemasse contra o termômetro ao invés de ministrar o remédio correto à doença.Em novembro de 2018, logo após ser eleito, ele disse: “Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterada no Brasil. O que está aí é uma farsa”.Pressionou sistematicamente o instituto pelos anos seguintes, como em uma entrevista, em abril de 2021, à CNN: “Estamos criando empregos formais, e bastante, mês a mês, mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE, que atendia ao governo da época. Esse tipo de metodologia, no meu entender é o tipo errado. Vou sofrer críticas do IBGE, mas eles podem mudar a metodologia”.Para Bolsonaro, a metodologia do IBGE, que segue padrões internacionais, era errada porque não favorecia o seu discurso. E, portanto, precisava ser mudada. Tal como acusou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de mentir sobre o desmatamento na Amazônia porque as imagens de satélite não corroboravam as mentiras que ele contava.
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