Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), movimentou o cenário político de Pernambuco.
O magistrado determinou o encerramento da investigação criminal que envolvia três secretárias da gestão do prefeito João Campos, no Recife.
A apuração vinha sendo conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e investigava supostas irregularidades na adesão a atas de registro de preços, levantando questionamentos sobre possível desvio de finalidade. No entanto, segundo Gilmar Mendes, o procedimento apresentava falta de delimitação clara e indícios de extrapolação de competência, o que motivou a decisão pelo arquivamento.
Além de trancar a investigação, o ministro também determinou que a Polícia Federal apure um possível monitoramento ilegal de autoridades municipais, fato que pode abrir um novo capítulo no caso.
O pedido para barrar a investigação foi apresentado pelo PSB, partido do prefeito João Campos. As secretárias citadas no procedimento eram Luciana D’Angelo (Saúde), Maira Fischer (Administração) e Adynara Gonçalves (Direitos Humanos).
Em nota oficial, o Governo de Pernambuco afirmou que as diligências realizadas foram preliminares, técnicas e dentro da legalidade. Já a governadora Raquel Lyra (PSD) declarou que a atuação da polícia teve como objetivo apurar uma denúncia considerada grave, sempre respeitando os limites legais.


