Venezuela: Dirigente opositor volta à prisão após soltura - 09/02/2026 - Mundo

Venezuela: Dirigente opositor volta à prisão após soltura – 09/02/2026 – Mundo

O dirigente opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa foi preso novamente após ser libertado da prisão neste domingo (8). Durante sua soltura, que durou menos de 12 horas, ele aproveitou para percorrer Caracas de motocicleta e se reunir com familiares de presos políticos.

Juan Pablo Guanipa é um aliado próximo de María Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do prêmio Nobel da Paz. Ela havia denunciado mais cedo seu “sequestro”.

Pouco depois, o Ministério Público esclareceu que se tratou de uma nova prisão por descumprimento das condições de liberdade do ex-deputado, que em parte o impede de falar publicamente sobre seu caso.

Ele um dos dirigentes opositores de maior hierarquia que ainda estava preso. Sua breve soltura antecipava a aprovação de uma lei de anistia geral, nesta terça-feira (10), que em teoria resultará na libertação de todos os presos políticos.

Outros dirigentes próximos a María Corina também haviam sido soltos neste domingo. A ONG Foro Penal, especializada na defesa de presos políticos, verificou 35 novas solturas. Segundo seus dados, são cerca de 400 libertações desde 8 de janeiro, quando Delcy anunciou um primeiro processo de solturas.

O Ministério Público afirmou que pediu ao tribunal para impor um regime de prisão domiciliar a Guanipa, detido em 23 de maio de 2025, vinculado a uma suposta conspiração contra a eleição de governadores e deputados ao Parlamento.

“As medidas cautelares acordadas pelos tribunais estão condicionadas ao cumprimento estrito das obrigações impostas”, informou o Ministério Público. María Corina denunciou que Guanipa foi detido por homens “fortemente armados, vestidos de civil”. “Violentamente o levaram.”

Seu filho, Ramón Guanipa, exigiu por sua vez uma prova de vida. “Responsabilizo o regime por qualquer coisa que aconteça ao meu pai, já basta de tanta repressão”, disse no X.

Mais cedo, María Corina havia celebrado as solturas. “Muito em breve vamos nos encontrar e abraçar em uma Venezuela livre e daremos graças a esses heróis por tudo o que entregaram para fazer da Venezuela o país que merecemos, que Deus nos abençoe”, disse Machado em um áudio no X.

Juan Pablo Guanipa foi vice-presidente do Parlamento e governador eleito do estado de Zulia, mas se recusou a tomar posse perante uma Assembleia Constituinte instaurada por Maduro, que assumiu funções do Parlamento, então controlado pela oposição, e foi destituído.

Sua última aparição pública foi em 9 de janeiro de 2025 para acompanhar María Corina a uma concentração contra a posse de Maduro.

Perkins Rocha, assessor jurídico de Machado e delegado da maior coalizão opositora do país, também foi solto no domingo com medidas cautelares “muito estritas”, indicou sua esposa, María Constanza Cipriani, em sua conta no X. “Agora advogamos pela Liberdade plena”, acrescentou junto a uma fotografia de ambos.

Ele estava há um ano e meio preso. Foi detido em 27 de agosto de 2024 em meio a uma onda de detenções executadas após a questionada reeleição de Maduro.



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