Ex-namorada e cúmplice de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell ficou em silêncio nesta segunda-feira (9) em audiência no Comitê de Supervisão do Congresso dos Estados Unidos. Ela foi condenada a 20 anos de prisão por ter ajudado Epstein a abusar de adolescentes e se diz inocente; parlamentares dizem que ela busca pedir clemência.
A apuração parlamentar mira as conexões de Epstein com figuras políticas e tem sido palco de disputas entre republicanos e democratas. O nome do milionário criminoso sexual, morto em 2019 e acusado de operar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores, tem mobilizado as atenções nas últimas semanas.
A divulgação de milhões de documentos pelo Departamento de Justiça gerou uma corrida para a análise dos dados. Entre a profusão de nomes de empresários, políticos e artistas, os papéis viraram fonte de teorias da conspiração, mas também já geraram impactos concretos: no domingo (8), o chefe de gabinete do premiê do Reino Unido renunciou em meio à pressão por ter indicado um embaixador que manteve relação próxima com Epstein.
O Café da Manhã desta terça-feira (10) discute as novas revelações do caso Epstein e como elas reafirmam uma cultura que naturaliza a violência contra mulheres e meninas. A jornalista Cristina Fibe reflete sobre a revitimização no tratamento de casos assim e analisa como cordões de silêncio são formados e encontram respaldo social. Cristina é autora de “João de Deus – O Abuso da Fé” (GloboLivros) e criadora da audiossérie “Silenciadas”, da Audible e da revista Piauí, além de colunista do site Amado Mundo.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz, Laura Lewer e Lucas Monteiro. A edição de som é de Thomé Granemann.


