Visualização do Oceano Atlântico Norte mostra a direção das correntes oceânicas na região do catarata do Estreito da Dinamarca, entre a Islândia e a Groenlândia Imagem: Reprodução/Estúdio de Visualização Científica da NASAAs cachoeiras submarinas seguem um roteiro diferente. A água mais fria e salgada afunda abaixo de camadas mais leves, escorrendo pelo fundo do mar. O movimento é silencioso, arrastando massas inteiras de água em vez de um único fluxo.Catarata é totalmente invisível na superfície ou do espaço. Ela só é detectável por indicadores de mapeamento, como temperatura e salinidade. “Na superfície, você tem condições árticas ensolaradas típicas”, diz Anna Sanchez Vidal, professora de ciências marinhas da Universidade de Barcelona ao Live Science.Isso quer dizer que nenhum rugido da catarata chega à superfície. “Os navios passam como se nada de extraordinário existisse abaixo dessas águas árticas cruciais, que impulsionam o clima da Terra”, diz trecho de texto do site Earth.com.Geleiras esculpiram a catarata do Estreito da Dinamarca entre 17.500 e 11.500 anos atrás, durante a última era glacial. A cachoeira fica sobre o Círculo Polar Ártico e canaliza águas polares dos mares da Groenlândia, Noruega e Islândia para o Mar de Irminger, uma região do Atlântico Norte crucial para a circulação oceânica em escala atlântica.Os polos são as regiões onde a maioria das massas de água densa —geradas pela formação de gelo marinho na superfície— acabam alcançando o fundo oceânico global. As áreas polares são como o coração do sistema circulatório oceânico: elas bombeiam água fria e densa para as grandes valas oceânicas por meio dos ‘batimentos cardíacos’ feitos pelos overflows de água densa. David Amblàs, do Departamento de Dinâmica da Terra e dos Oceanos da Universidade de Barcelona
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