O refugiado laosiano Oudone Lothirath, de 57 anos, está em estado terminal e possui apenas alguns dias de vida após ter seu tratamento contra o câncer interrompido enquanto estava sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Residente nos Estados Unidos desde a década de 1980, Lothirath foi detido em janeiro de 2026, em Minneapolis, devido a condenações criminais antigas que o tornaram passível de deportação. Durante o período de custódia, ele perdeu ao menos duas sessões de quimioterapia para um linfoma de Hodgkin agressivo.
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A família e cuidadores denunciam que a saúde do refugiado piorou drasticamente após ele ser transferido para um centro de detenção no Texas, a mais de 2.000 quilômetros de sua casa. Relatos indicam que Lothirath passou cerca de dez dias em uma tenda com outros 60 detentos, dormindo em acomodações inadequadas para sua condição clínica e sem receber assistência médica apropriada. A liberação só ocorreu após pressão de seus médicos particulares, que enviaram uma carta à direção da unidade detalhando a urgência do caso.
Antes da detenção, Lothirath apresentava uma resposta positiva ao tratamento, que mantinha sua sobrevida há quase dois anos. Com a interrupção das sessões, o câncer se espalhou para a medula óssea, levando os médicos a encaminhá-lo para cuidados paliativos. Amigos e familiares estimam que a negligência do sistema migratório encurtou a vida do paciente em pelo menos um ano, período que ele poderia ter vivido caso o cronograma médico tivesse sido respeitado.
Oudone Lothirath chegou aos Estados Unidos fugindo do regime violento do Laos após a Guerra do Vietnã, estabelecendo-se em Minnesota com sua família. Apesar de viver no país há mais de quatro décadas, seu status migratório tornou-se irregular em função de antecedentes criminais, o que motivou a operação do ICE. Até o momento, o Departamento de Segurança Interna dos EUA não se manifestou sobre as denúncias de falta de cuidados médicos durante a custódia.
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