“Você atirou?”, questiona Soares à colega ao ouvir um som disparo segundos depois. “Você atirou por quê?”, pergunta novamente. “Ela bateu na minha cara”, responde a militar, mas o suposto tapa não foi captado pela câmera corporal. Atrás, o marido da vítima se desespera e entra em embate com os policiais.Soares aciona o socorro pelo rádio, mas resgate chega mais de 30 minutos depois. Durante o período, outras viaturas chegam para prestar auxílio e primeiros socorros. “A mina tá {sic} baleada, a fox (gíria para agente feminina) atirou”, explica Soares a um superior, ainda conforme as imagens.”Ai, tá doendo”, agoniza Thawanna ao fundo. “Não faz força, fica de boa, já vai chegar o resgate”, orienta o policial militar. Yasmin pergunta ao colega sobre a chegada do socorro. “Está vindo já”, informa. Com a demora da ambulância, policiais comentam entre si que lábio da baleada está ficando branco.”Não era para ter atirado”, alerta Soares à novata. Ele dá algumas orientações sobre como ela deveria ter agido, mas em determinado momento diz: “Relaxa, agora já foi já”. A arma de Yasmin foi apreendida ainda no local da ocorrência.PM foi afastada das atividadesNo sábado, a policial militar envolvida foi afastada. A agente é alvo de um Inquérito Policial Militar e de investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa). “As circunstâncias são apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias. As imagens das câmeras corporais e os laudos periciais já integram a investigação”, relatou a SSP-SP, em nota.
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