Brasileiros deviam desistir de disputar Sul-Americana

Viktor Orbán conta com voto rural para tentar se manter no poder

Os eleitores do Fidesz, partido de Orbán, evitam dar entrevistas. Após muita insistência, Zoltán, um trabalhador da construção civil, aceitou falar. “Magyar é muito inexperiente. Ele não conseguiria lidar com tudo o que já está nas mãos do Fidesz e não teria voz ativa. Não quero uma guerra civil, mas é para isso que parece que estamos indo”, afirmou à RFI. Apesar das críticas, Zoltán reconhece que, em sua família e em seu círculo próximo, as opiniões estão divididas. “Metade apoia o Fidesz, metade apoia o Tisza”, diz.Sistema eleitoral favorece OrbánO sistema eleitoral húngaro beneficia amplamente o Fidesz. Na prática, os eleitores votam duas vezes: em um candidato local e em uma lista nacional. Dos 199 assentos do Parlamento, 106 são definidos em circunscrições individuais, por maioria simples, enquanto 93 são distribuídos por proporcionalidade, a partir de listas nacionais. Mais da metade dos assentos, portanto, são decididos localmente, circunscrição por circunscrição.”É claro que o sistema político não é justo. Por exemplo, ganhar uma circunscrição por um voto ou por 10 mil não faz diferença”, criticou Steve, um eleitor presente em um dos comícios. Richard Szentpéteri Nagy, analista político, alerta: “Se o Tisza tiver apenas dois, três ou quatro pontos de vantagem, o Fidesz ainda pode vencer”.Esse mecanismo permite que um partido perca nas grandes cidades e ainda assim vença a eleição ao conquistar um grande número de circunscrições no interior. Foi o que aconteceu em 2022, quando o Fidesz obteve cerca de 54% dos votos, mas garantiu 135 dos 199 assentos. O partido domina a Hungria rural, onde se concentra a maioria das circunscrições. Um cenário possível é a oposição vencer no total de votos, mas perder a eleição.O partido de extrema direita Mi Hazank (“Nossa Pátria”) também pode ter papel decisivo, sendo o único além do Fidesz com chances de ultrapassar a cláusula de 5% para entrar no Parlamento. Orbán não descarta a possibilidade de uma coalizão com a legenda.



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