Janaína Paschoal propõe aula em gabinete na greve - 26/04/2026 - Educação

Janaína Paschoal propõe aula em gabinete na greve – 26/04/2026 – Educação

Em meio à greve dos estudantes da USP (Universidade de São Paulo), a vereadora Janaína Paschoal (PP) sugeriu, em email enviado a alunos, que um seminário acadêmico previsto para esta segunda-feira (27) seja apresentado em seu gabinete na Câmara Municipal, no período da tarde.

“Não tenho condições de acomodar a turma toda, mas posso acomodar umas oito pessoas sentadas, além do grupo”, ela disse em email enviado na manhã deste sábado (25) para um grupo de estudantes.

A parlamentar é professora livre-docente de direito penal na universidade e já fez vários posicionamentos contrários à greve, que chegou a todas as faculdades e institutos, na capital e no interior. Isso não significa que todos os mais de 180 cursos estejam paralisados. Segundo contabilizado pela reportagem até a última sexta-feira (24), são ao menos 110 —ou seja, cerca de 60%.

No email, ela disse que foi à faculdade, no Largo São Francisco, na sexta à tarde, e só conseguiu entrar com a intervenção da diretora, por causa das barreiras colocadas pelos grevistas. Ela discutiu com estudantes e cobrou providências da reitoria.

“Infelizmente, encontrei apenas um aluno de uma das minhas turmas. Os demais não foram”, afirmou. “Entendo, firmemente, que seria o caso de determinar a retirada das cadeiras e voltar às aulas.”

Janaína informou, nas redes sociais, que estaria na faculdade no horário de suas aulas. Para a vereadora, os “beneficiários do serviço” não têm direito à greve. “Estamos falando de um prédio público e de um serviço pago por toda a sociedade”, disse.

Segundo Janaína, a reitoria da USP proibiu as aulas online no período de paralisação e ela não encontra garantias para seguir na modalidade presencial.

Também no email, ela afirma que os grevistas estão ajudando a pauta da privatização da universidade pública e o discurso contra as cotas. “É triste”.

Os estudantes grevistas pedem melhores condições de permanência, com o aumento no valor de bolsas, e denunciam a qualidade dos serviços oferecidos nos restaurantes universitários.

Outro tema que fez parte da pauta era a minuta visando a regulamentação dos espaços utilizados por centros acadêmicos. Ela tramitava em órgãos internos da universidade, mas foi revogada pela reitoria da USP após o crescimento da greve.



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