A Americanas S.A. anunciou nesta quarta-feira (13) que vendeu dez lojas deficitárias do hortifruti Natural da Terra para o Oba Hortifruti. O negócio movimentará R$ 69,3 milhões.
Em comunicado ao mercado, Americanas e sua subsidiária HNT Comércio de Hortifrutigranjeiros S.A. explicaram que o contrato de compra e venda de ativos feito com o grupo Fartura de Hortifruti, controlador do Oba, formaliza a alienação de dez “lojas deficitárias” do Natural da Terra —todas localizadas em São Paulo.
O pagamento está sujeito a eventuais ajustes previstos em contrato e a transferência dos ativos do Natural da Terra ao Oba Hortifruti ainda precisa de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Segundo o site da Natural da Terra, 15 lojas da rede operam na capital paulista e uma em Santos. O restante das lojas está no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
As companhias acordaram que o pagamento será feito através de uma parcela à vista no valor de R$ 10,3 milhões e o saldo remanescente será dividido em 24 parcelas mensais, com primeiro vencimento em 30 dias.
“O contrato foi celebrado no curso normal dos negócios da companhia, em condições consideradas adequadas aos seus objetivos e à continuidade de suas atividades. A Americanas segue avaliando oportunidades estratégicas alinhadas ao seu melhor interesse e ao de seus stakeholders”, diz a Americanas em comunicado.
Ainda não se sabe o que será feito com o restante da operação, que também reúne a marca Hortifruti. Isso porque logo após o início da crise na varejista, em 2023, a Americanas tentou vender o Natural da Terra, mas não conseguiu encontrar um comprador.
As negociações foram retomadas em agosto do ano passado e havia a expectativa de que o negócio fosse anunciado até fevereiro.
A companhia comprou a rede de hortifrutis em 2021 por R$ 2,1 bilhões. Quando tentou vender a participação em 2023, a Americanas recebeu propostas proposta de empresas interessadas, porém considerou os valores insatisfatórios.
Uma das negociantes era a rede de supermercados St. Marche, que entrou em recuperação judicial em 2025.


