O Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL) celebrou a decisão e considera que a decisão reconhece falhas sistêmicas ignoradas por muito tempo, como problemas nas sondas Pitot, falhas na comunicação de segurança e na formação das tripulações. Para o SNPL, o acidente não pode ser atribuído apenas aos pilotos, mas a um conjunto de responsabilidades técnicas e organizacionais. O veredito, segundo o sindicato, deve reforçar a cultura de segurança aérea baseada em transparência, prevenção e responsabilidade compartilhada.Relembre o casoEm 1º de junho de 2009, o Airbus A330 operando o voo AF447 entre Rio de Janeiro e Paris, desapareceu no Atlântico, na costa brasileira, com 216 passageiros de 33 nacionalidades, entre eles 61 franceses, 57 brasileiros e 26 alemães. A tripulação de 12 membros era composta por 11 franceses e 1 brasileiro.O acidente foi o mais mortal da história da Air France. Em 2 de junho de 2009, destroços do avião foram encontrados no mar, perto do Equador. Em 5 de junho, uma investigação judicial foi aberta em Paris por “homicídios involuntários”. O BEA (Bureau d’Enquêtes et d’Analyses – Escritório de Investigações e Análises) anunciou que o avião enviou 24 mensagens automáticas de anomalias em quatro minutos, revelando, entre outras coisas, “uma incoerência nas velocidades medidas” pelas sondas Pitot, dispositivo que determina a velocidade da aeronave.Em 9 de junho, a Air France anunciou a substituição das sondas Pitot dos A330 e A340. Em 2 de julho, um primeiro relatório do BEA indicou que as falhas dessas sondas, fabricadas pela empresa francesa Thales, são “um elemento, mas não a causa” do acidente.
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