Kaseya, do CDC africano, listou uma série de desafios críticos, incluindo recursos insuficientes para rastrear os contatos dos mais de 800 casos confirmados de Ebola.“Estamos acompanhando apenas 12% das pessoas. Esse é um indicador importante para nós. Significa que, até o momento, não sabemos a magnitude desse surto”, disse ele. Há também uma grande escassez no número de equipes de sepultamento e uma falta relatada de equipamentos de proteção individual, acrescentou.O CDC da África está buscando US$518 milhões para um plano conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conter o surto na África, alertando que isso poderá custar dezenas de bilhões de dólares no futuro se o apoio não for concedido.“Se não conseguirmos esses recursos nas próximas quatro semanas, não pediremos novamente US$500 milhões, mas sim cerca de US$1,5 bilhão. Se atrasarmos isso, serão US$7,5 bilhões”, disse Kaseya.“Se não investirmos hoje com ações claras para combater todas essas vulnerabilidades das quais estamos falando, teremos que lidar com um surto que custaria muito dinheiro.”O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse na mesma reunião que aumentará sua contribuição para o combate ao Ebola para US$13,5 milhões. A China também afirmou que fornecerá mais apoio de emergência.
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