Líbano e Israel retomaram nesta terça-feira (4), em Roma, negociações mediadas pelos Estados Unidos para tentar implementar o acordo de segurança firmado no fim de junho. O entendimento prevê retiradas graduais das forças israelenses do sul do território libanês e a expansão do controle do Exército do Líbano sobre áreas evacuadas. O Hezbollah voltou a rejeitar o processo, atacou o presidente Joseph Aoun e, pela primeira vez, admitiu a possibilidade de diálogo com as novas autoridades da Síria.As conversas na capital italiana marcam a sétima rodada de negociações entre representantes libaneses e israelenses desde o início do processo patrocinado por Washington. Segundo autoridades norte-americanas, os debates devem se concentrar na ampliação das chamadas “zonas-piloto”, áreas evacuadas por Israel e progressivamente ocupadas pelo Exército libanês, além de questões fronteiriças ainda pendentes e da construção de um entendimento mais amplo sobre segurança entre os dois países.Embora as hostilidades tenham diminuído desde junho, Beirute continua denunciando ataques esporádicos de Israel e operações militares no sul do país. Líbano e Israel seguem tecnicamente em estado de guerra, apesar das negociações em curso.
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