“O calor extremo está se tornando mais frequente, mais intenso, está durando mais tempo e abrangendo áreas muito mais amplas do que nos climas mais frios do passado”, afirmou John Kennedy, chefe de informações climáticas da Organização Meteorológica Mundial, em uma coletiva de imprensa em Genebra.Kennedy disse que o atual padrão de calor em toda a Europa, o continente que mais rapidamente se aquece no mundo, reflete a interação entre um padrão persistente de sistemas de alta pressão no Hemisfério Norte e um clima mais quente.Os sistemas de alta pressão retêm o ar quente, reduzem a cobertura de nuvens e impedem a entrada de ar mais frio, permitindo que o calor se acumule em grandes regiões por dias ou semanas.O El Niño, fenômeno climático natural que normalmente eleva as temperaturas globais, não está contribuindo para o calor na Europa este ano, pois as condições no Pacífico tropical estão atualmente neutras, acrescentou ele.MUDANÇAS NAS ÚLTIMAS CINCO DÉCADASKennedy observou que junho de 1976 apresentou um padrão amplamente semelhante de sistemas de alta e baixa pressão aos observados neste ano, mas afirmou que os resultados foram muito diferentes devido a décadas de aquecimento global.
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