Selton Mello subiu ao palco do Palácio dos Festivais, na noite desta quarta-feira (19), para receber o Kikito de Cristal.
Mello se emocionou ao dizer que esta foi a primeira vez em que recebeu um prêmio sem a presença de seus pais, Dalton e Selva, na plateia. Os dois morreram em 2024 e neste ano, respectivamente.
“Cinema guarda memórias”, disse ele, ao lembrar que a mãe morreu por complicações do Alzheimer.
“Ganhar um premio não é pessoal, é continuidade. Quis o destino que eu ganhasse no dia seguinte que partiram duas gigantes, Laura Cardoso e Glória Menezes”, disse ele, ainda.
Mello citou atores, atrizes, diretores e produtores que admira, entre eles Paulo José e Luiz Carlos Barreto, e disse que lembrar desses profissionais é, para ele, um ato político. “Eu acho uma profissão cruel, que sempre privilegia o novo.”
O ator disse que, nos anos 1990, quando veio a Gramado pela primeira vez, fazia televisão e desejava trabalhar em filmes. “Minha turma é do cinema. É onde eu gosto de estar”, disse.
Mello abriu o Festival de Gramado em 2011, com seu filme “O Palhaço”, que considera o seu trabalho mais pessoal até hoje.


