Aguiari foi ainda coprodutor do curso “Ascensão dos Improváveis”, de Pablo Marçal (PRTB), candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024. Questionado sobre o que os dois têm em comum como fenômenos eleitorais, disse considerar que nenhum precisa da política. “Toda essa exposição traz mais prejuízo para família de ambos do que alguma vantagem”, afirmou. Para ele, o crescimento de Cury está ligado à imagem de um “homem comum”. O candidato Augusto Cury (Avante) ao chegar para participar do debate na Band: indecisão momentânea Imagem: Renato Pizzutto/BandA “hora” na políticaAliados afirmam que Cury projeta entrar na política há pelo menos uma década, mas vinha adiando a empreitada diante da resistência da família. No início deste ano, buscou um partido. Conversou com Aécio Neves, presidente do PSDB, e Gilberto Kassab, do PSD, antes de chegar ao Avante, legenda com apenas cinco deputados e um senador (Marcos do Val, que diz que vai votar em Flávio, e não no correligionário).O marqueteiro Leandro Grôppo, que fez as duas campanhas de Romeu Zema ao governo mineiro, apresentou um diagnóstico segundo o qual mais da metade da população não está interessada nas rixas entre a direita e a esquerda e esta será “a eleição do cansaço”. Mesclando essa percepção com seus livros de autoajuda, Cury definiu o mote: “Não me chame de terceira via. Só há uma via, a via da pacificação. Nós precisamos terminar essa guerra de egos”.A campanha tenta fugir da imagem comum das disputas majoritárias. Cury não costuma circular cercado de outros candidatos. Sua principal companhia é a mulher, Suleima Cury, com quem é casado há 43 anos e tem três filhas: Camila, Carol e Claudia.
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