O líder da China, Xi Jinping, defendeu a cooperação com os Estados Unidos —segundo relatos da mídia estatal de Pequim—, horas depois de ter sido recebido em Washington, na noite desta quarta-feira (22), pelo presidente Donald Trump.
“Nossos dois países devem ser parceiros, e não rivais”, disse Xi em declarações por escrito publicadas pela agência de notícias estatal Xinhua, acrescentando que “os povos chinês e americano mantêm intercâmbios amistosos de longa data, e nossos interesses estão profundamente entrelaçados”.
Os comentários antecederam conversas entre Trump e Xi, que apertaram as mãos sobre um tapete vermelho após a chegada do líder chinês à capital americana.
Espera-se que temas espinhosos de discussão incluam comércio, competição tecnológica —particularmente em inteligência artificial— e o apoio diplomático e econômico de Pequim a Teerã.
Xi afirmou que aguardava com expectativa “intercâmbios aprofundados com o presidente Trump sobre questões importantes relativas às nossas relações bilaterais e à situação global”, informou a Xinhua.
Os países devem “trabalhar um em direção ao outro para promover uma relação estável, caracterizada pela cooperação como pilar central, competição dentro de limites, diferenças administráveis e perspectivas pacíficas”, disse Xi.
China, terra do meio
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E, em uma referência ao slogan político característico de Trump, ele disse que “o grande rejuvenescimento da nação chinesa e o objetivo de tornar a América grande novamente podem caminhar plenamente lado a lado”.
Ele disse que os dois lados devem “traçar um caminho correto para que duas grandes potências” convivam bem, relatou a Xinhua.
“Estou confiante de que podemos alcançar isso”, disse Xi. “Acredito que, com os esforços conjuntos de ambos os lados, esta visita trará resultados frutíferos, promoverá o bem-estar de nossos dois povos e trará nova esperança para a paz mundial”, acrescentou.
A recepção oficial do líder chinês na Casa Branca, na quinta (24), incluirá apresentações militares e um sobrevoo de um bombardeiro B-2 Spirit e quatro caças F-22 Raptor. À noite, Trump e a primeira-dama, Melania, oferecerão um jantar de Estado a Xi e à primeira-dama chinesa, Peng Liyuan.
Apesar das festividades marcadas para os próximos dias, Trump tem travado uma série de conflitos com o líder chinês desde o tarifaço no ano passado a insinuações, sem provas, de que a China teria interferido nas eleições de 2020, quando o republicano perdeu para Joe Biden (embora até hoje não reconheça a derrota).
Esta será a terceira reunião presencial entre Trump e Xi em 11 meses. Os dois se encontraram em Busan, na Coreia do Sul, em outubro de 2025, e novamente em Pequim, em maio deste ano. Outros dois encontros entre os líderes estão programados para este ano: em novembro, durante a reunião de líderes da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), em Shenzhen, e em dezembro, no G20, em Miami.


