Força-tarefa e drone térmico contêm incêndio em fábrica em Arapongas (PR); veja

Força-tarefa e drone térmico contêm incêndio em fábrica em Arapongas (PR); veja

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma fábrica de colchões e espumas na manhã desta quinta-feira (24), em Arapongas, no Norte do Paraná. A ocorrência foi registrada na Avenida Uirapuru Laranja, nas proximidades do Hospital Norte Paranaense (Honpar). O fogo teve início após uma faísca gerada por uma máquina laminadora atingir blocos de espuma. Apesar da gravidade e da rapidez com que o fogo se alastrou, a empresa foi evacuada imediatamente e não houve feridos.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE- LEIA MAIS: Após 60 horas, três mil imóveis continuam sem energia em ApucaranaA alta combustibilidade do material foi o fator determinante para a rápida expansão do incêndio. “Era uma fábrica de espuma, então é um material altamente inflamável, pega fogo com uma velocidade muito grande. Parece que uma laminadora ali, na hora de executar o corte, acabou soltando uma faísca que passou para a espuma. O incêndio se espalhou de uma maneira muito rápida e fez uma grande concentração tanto de fumaça quanto de fogo”, explicou o capitão Fabiano de Paula do Corpo de Bombeiros responsável pela operação.Foto: Vitor Flores/ TNOnlineA principal prioridade das equipes de resgate ao chegarem ao local foi evitar que as chamas atingissem os barracões vizinhos. Um deles continha estocado um grande volume de espumas e o outro armazenava produtos químicos altamente perigosos. “Do próprio quartel a gente já enxergava a fumaça. O local estava tomado pelas chamas, porém tinha um barracão do lado com espuma e mais um barracão com produtos perigosos, que era o maior problema da ocorrência”, ressaltou o capitão.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEPara combater a emergência, foi montada uma força-tarefa que reuniu aproximadamente 20 militares, incluindo equipes do Corpo de Bombeiros de Arapongas e Rolândia, além do apoio das Defesas Civis de Arapongas e Sabáudia, e de um caminhão-pipa vindo de Londrina. A operação também contou com o reforço de bombeiros que participavam de um curso de condução de veículos 4×4 na região.Um dos pontos cruciais para o sucesso da contenção foi o uso de tecnologia. A Defesa Civil operou um drone equipado com câmera térmica para identificar os focos exatos de calor em meio à fumaça densa. O coordenador da Defesa Civil de Arapongas, Paulo Kümmel, detalhou como o equipamento auxiliou os bombeiros na tática de combate: “A importância é que ele vai enxergar corretamente onde está o foco do incêndio no local. Daí o bombeiro não perde tempo tentando procurar e jogando água a esmo; ele consegue concentrar os esforços em pontos-chave da estrutura para ou preservar estruturas adjacentes ou combater o foco que está lá dentro.”Além do combate direto, brigadistas e voluntários atuaram no resfriamento das paredes e na remoção preventiva dos materiais estocados no barracão ao lado. “A gente fez rapidamente essa retirada para a rua lateral para evitar, caso a fumaça aquecida ou o próprio incêndio chegasse ao barracão do lado, não tivesse nada a queimar”, afirmou o capitão dos Bombeiros.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEFoto: Vitor Flores/ TNOnlineKümmel destacou que o risco de um desastre ainda maior era iminente devido ao tipo de material armazenado nas proximidades. “Se tivesse passado para os outros barracões, com certeza seria um prejuízo muito grande, porque lá era um barracão de espuma e, no terceiro barracão, em cima, era um estoque de solvente, produtos químicos. Então com certeza seria um desastre bem grande se ocorresse”, relatou o coordenador. Ele fez questão de destacar a integração das forças: “É um conjunto de forças que deu um resultado positivo, não somente a Defesa Civil.”A ação conjunta permitiu que o fogo fosse confinado em menos de uma hora, possibilitando o início dos trabalhos de rescaldo. Questionado sobre episódios anteriores na cidade envolvendo a mesma empresa, o comando dos bombeiros reiterou que a natureza do material fabricado explica a dificuldade de controle no momento inicial. “A espuma é altamente inflamável, ela pega fogo e também se dissipa com uma velocidade muito grande. É isso que causa esse aquecimento muito rápido. É difícil ter um controle ainda no início dele”, concluiu o capitão. A quantidade total de água utilizada na operação ainda será contabilizada pelas corporações.Foto: Vitor Flores/ TNOnlineCONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEGostou da matéria? Compartilhe!



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