Reino Unido: busca contra Andrew foi ilegal, diz polícia - 08/10/2026 - Mundo

Reino Unido: busca contra Andrew foi ilegal, diz polícia – 08/10/2026 – Mundo

A polícia do Reino Unido informou nesta quinta-feira (8) que os mandados de busca obtidos para revistar imóveis ligados a Andrew Mountbatten-Windsor foram emitidos de forma ilegal e devem ser anulados. No entanto, a corporação afirma que a investigação sobre o irmão mais novo do rei Charles 3º continua em andamento.

Andrew, 66, foi preso em fevereiro sob suspeita de má conduta no exercício de função pública, em um caso relacionado à sua ligação com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. Foram realizadas buscas em imóveis em Sandringham, no leste da Inglaterra, e em Windsor.

A prisão do membro de alto escalão da família real, oitavo na linha de sucessão ao trono, não tinha precedentes na história recente, e uma foto do ex-príncipe com o rosto abatido ao deixar a delegacia foi parar nas primeiras páginas de jornais de todo o mundo.

Posteriormente, porém, o ex-príncipe —que não fez nenhuma declaração pública desde a prisão— contestou a medida na Justiça e pediu a anulação dos mandados de busca.

A Polícia de Thames Valley afirma que agora reconhece que os mandados não foram devidamente concedidos pelos tribunais.

“Reconhecemos que a decisão do tribunal de primeira instância de emitir os mandados com base no dispositivo legal específico utilizado foi incorreta e que, portanto, eles devem ser legalmente anulados”, disse um porta-voz da corporação. “Há processos judiciais em andamento para decidir como será tratado o material apreendido durante as buscas e se podemos mantê-lo legalmente para dar suporte à investigação em curso.”

Lá Fora
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo

Em uma audiência na Alta Corte de Londres na quinta-feira, o juiz Nicholas Hilliard afirmou que a polícia solicitou autorização para manter os bens apreendidos, medida à qual o investigado se opõe, e que a questão não será resolvida até o ano que vem.

Um porta-voz da polícia afirmou que nenhum material foi devolvido ao ex-membro da realeza, com exceção do que não foi considerado útil para a investigação.

Embora a anulação possa ser constrangedora, ela não interrompe a investigação policial, iniciada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de milhões de documentos relacionados a Epstein.

Andrew, segundo filho da rainha Elizabeth 2ª, morta em 2022, sempre negou qualquer irregularidade relacionada ao financista, e afirmou que lamenta a amizade entre os dois.

O crime de má conduta, cuja pena máxima é de prisão perpétua, pode abranger qualquer irregularidade grave —do compartilhamento de informações confidenciais à corrupção e à conduta sexual imprópria.

A polícia afirmou que a investigação, relacionada ao período em que o ex-príncipe atuou como representante britânico para o comércio, entre 2001 e 2011, será longa e extremamente complexa.

Ele foi obrigado a abandonar todas as funções oficiais na família real em 2019 devido aos laços com Epstein e, em outubro do ano passado, perdeu seus títulos e condecorações por decisão do irmão mais velho, após novas revelações sobre a relação entre os dois.

Epstein foi encontrado morto em sua cela em Manhattan, em agosto de 2019, em um caso classificado como suicídio.

Enquanto isso, uma fonte do Palácio de Buckingham afirmou que o ex-príncipe foi informado de que o dinheiro fornecido pelo irmão, o rei, por meio de recursos privados não deveria ser usado para financiar sua contestação judicial.



Créditos

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *