Ativista da Costa Rica defende inovação ligada a direitos humanos

Ativista da Costa Rica defende inovação ligada a direitos humanos

A ativista costarriquenha Epsy Campbell, que é presidente do Fórum Permanente de Pessoas de Filiação Africana da Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu nesta terça-feira (29), em Brasília (DF), que as tecnologias de inovação devem estar ligadas à resguardo dos direitos humanos. Ela foi uma das participantes do primeiro dia de atividades da Semana de Inovação, que está sendo realizada na Escola Pátrio de Governo Pública (Enap) até a próxima quinta-feira (31). Um dos temas centrais do evento é a discussão de políticas públicas para o zelo.

“Em relação à inovação, eu acredito que um dos elementos centrais referem-se ao chegada universal à digitalização e às tecnologias para a garantia de direitos, porquê à ensino, à saúde e ao trabalho”, disse à Filial Brasil a ativista que foi vice-presidente de seu país entre 2018 e 2022. 

Ela exemplificou que sem conectividade, por exemplo, é cada vez mais difícil manter a ensino formal. “Estamos em uma era de desenvolvimento em que não podemos pensar os temas econômicos separados da requisito social de um povo”. Nesse sentido, os percalços enfrentados na América Latina ou na África fazem com que exista exclusão e que irá simbolizar dificuldade de desenvolvimento do povo. 

“Quando temos ainda serviços de telemedicina, por exemplo, em que um dispositivo eletrônico pode modificar as perspectivas, precisamos pensar que as políticas públicas devem entender que os direitos hoje são exercidos de uma maneira dissemelhante  do pretérito”.

A ativista elogiou a iniciativa da Semana de Inovação no Brasil. O evento, que é realizado desde 2015, segundo os organizadores, procura ampliar o debate público sobre mudanças pela cidadania por novas tecnologias e metodologias.

Experiências

Brasília (DF), 29/10/2024 – Epsy Campbell participa da orifício da Semana de Inovação 2024. Foto: Valter Campanato/Filial Brasil

A costarriquenha participou de uma mesa de debates sobre a políticas nacionais do zelo. No país da ativista, conforme explicou, o estado cuida para que benefícios públicos tratem com elevação setores mais excluídos e tradicionalmente invisibilizados. O governo sítio apoia “casas comunitárias” para cuidar de filhos de mulheres trabalhadoras em áreas vulneráveis. 

Também na mesa de discussão, a secretária brasileira da Política de Cuidados e Família, Laís Abramo, destacou que a legislação vernáculo inovou ao reconhecer a valimento da corresponsabilização social e de gênero nas tarefas do zelo. 

O documento determina o zelo porquê um recta de todas as pessoas. As prioridades são crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores remunerados, além das pessoas não remuneradas por cuidar de outras. Ela citou que pelo menos 33% das mulheres no Brasil não buscam trabalho porque precisam cuidar da família. 

Brasília (DF), 29/10/2024 – Laís Abramo participa da orifício da Semana de Inovação 2024. Foto: Valter Campanato/Filial Brasil

Valorização

Por isso,  segundo explicou, o governo defende a redução e a distribuição dos trabalhos de cuidados realizados pelas mulheres. Ela explicou que a política de cuidados já inclui a parceria com a Federação Pátrio de Empregadas Domésticas (Fenatrad) e seis ministérios para progredir no processo de formação profissional e valorização das profissionais. 

“Não há maior inovação social do que reorganizar a sociedade e o Estado em torno do que é principal para a sustentabilidade da vida humana e do planeta, que são os humanos”. 

Brasília (DF), 29/10/2024 – Creuza Maria Oliveira fala durante orifício da Semana de Inovação 2024. Foto: Valter Campanato/Filial Brasil

A presidente de honra da Fenatrad, Creuza Oliveira, que também compôs a mesa, contextualizou que o Brasil tem mais de oito milhões de trabalhadoras domésticas. “Nós somos mulheres, mulheres negras, trabalhadoras domésticas, com baixa escolaridade e com toda a dificuldade de nos organizarmos. Em um mundo globalizado, onde as pessoas só valorizam o trabalho que ocorre na indústria e que gera lucro, o trabalho doméstico não é valorizado. Mas não é qualquer pessoa que faz”, disse. Ela defendeu que a capacitação e direitos são necessários para que haja bem-estar e recursos para manter a humanidade.

Cidades sustentáveis

Outro destaque do primeiro dia do evento foi uma mesa de debates que contou com a participação do arquiteto Kent Larson, diretor do laboratório de pesquisa da escola de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele e outros pesquisadores do MIT apresentaram novas tecnologias digitais e sociais por cidades mais humanas e igualitárias. 

Uma intenção foi principiar debates para implementar no Brasil um laboratório com as mesmas características dos EUA a termo de trazer iniciativas em inovação para que o país possa viabilizar cidades mais sustentáveis. México e Chile já contam com unidades com essa finalidade.

Com o tema “Novas Formas de Cuidar”, a Semana de Inovação oferece mais de 600 horas de programação gratuita. A Empresa Brasil de Informação (EBC), por meio da Filial Brasil, é mídia parceira do evento. A programação pode ser conferida no site do evento. 



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