Acordo entre Coreia e Mercosul pode sair em 2026, diz Lula - 23/02/2026 - Economia

Acordo entre Coreia e Mercosul pode sair em 2026, diz Lula – 23/02/2026 – Economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul pode ser concluído ainda este ano. A declaração ocorre após o líder sul-coreano, Lee Jae-Myung, afirmar que, após encontro com Lula, os mandatários concordaram que as negociações entre o bloco econômico e o país asiático deveriam ser retomadas após a última rodada, ocorrida em 2021.

“Eu lembrei a ele [Lee Jae-Myung] que era muito importante, nesse momento em que se discute a volta do unilateralismo, a gente voltar a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado. Nós vamos montar as comissões para começar a debater. E eu acho que, se tudo der certo, a gente pode concluir esses acordos este ano”, afirmou o presidente em sua passagem por Seul para uma visita de Estado.

No dia anterior, Lee já havia dito que quer retomar as negociações imediatamente. “O presidente Lula expressou concordância com a conclusão de que um acordo como esse cumpre uma tarefa urgente e importante”, disse o sul-coreano. A declaração foi feita a jornalistas nesta segunda-feira (23) no horário de Brasília —manhã de terça-feira (24) no horário local.

Folha Mercado
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

O presidente se despedia da capital rumo a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para um encontro com o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan. A parada finaliza o giro do brasileiro pela Ásia, que tinha como objetivo principal negociações comerciais. Na primeira capital visitada, a Índia, o presidente participou de uma cúpula de inteligência artificial e de uma visita de Estado a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. Lá, um dos objetivos principais era a renegociação das taxas sobre o frango, meta que não foi atingida.

O governo brasileiro, assim como lideranças ao redor do mundo, vive uma corrida para diversificar os países com que faz negócios e reduzir a exposição a decisões unilaterais. O movimento se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicar tarifas a diversos países. Na semana passada, a Suprema Corte americana decidiu que as tarifas eram ilegais, mas Trump já aplicou novas taxas com base em outro argumento jurídico.



Créditos

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *