Capa do Charlie Hebdo critica violência do ICE nos EUA - 27/01/2026 - Mundo

Capa do Charlie Hebdo critica violência do ICE nos EUA – 27/01/2026 – Mundo

O jornal satírico francês Charlie Hebdo publicou em sua capa desta semana uma charge criticando a violência do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, depois que agentes federais mataram o enfermeiro Alex Pretti no sábado (24). Tratou-se da segunda morte causada por agências de imigração em menos de um mês em Minneapolis —no último dia 7, o ICE matou a manifestante Renee Nicole Good na mesma cidade.

Na imagem publicada pelo Charlie Hebdo, um agente do ICE armado com uma pistola arrasta uma pessoa baleada no chão, que deixa um rastro de sangue. Outros cadáveres parecem ter sido arrastados da mesma maneira, com seu sangue formando as listras vermelhas da bandeira americana, e seus corpos, as estrelas que representam os estados dos EUA.

O agente retratado na charge parece ser o comandante das operações do CBP (Alfândega e Proteção das Fronteiras, em português) em Minneapolis, Gregory Bovino, enquanto o homem baleado se assemelha a Pretti.

Bovino, conhecido como um defensor da truculência das operações de deportação e por usar roupas semelhantes a trajes nazistas, foi demitido como comandante da operação em Minneapolis. Segundo a revista The Atlantic, ele voltará ao cargo que tinha antes do governo Trump, como oficial do CBP, a agência de proteção de fronteiras, na Califórnia, e deverá se aposentar em breve.

Nesta terça, Trump disse que não considera Pretti um assassino, mas que ele não devia ter levado uma arma a um protesto contra a presença das forças federais na cidade.

Questionado por jornalistas se concorda com a forma como o assessor especial da Casa Branca Stephen Miller se referiu ao enfermeiro, baleado dez vezes por agentes federais, Trump disse: “Não. Mas, dito isso, não dá pra ter armas, não dá pra chegar armado —não se pode fazer isso. Mas é um incidente triste”. Miller chamou Pretti de assassino e terrorista doméstico.

O enfermeiro tinha uma arma registrada legalmente, e vídeos da sua morte mostram que ele não tentou sacar a pistola quando foi derrubado. As imagens apontam ainda que os agentes do ICE já tinham desarmado o enfermeiro quando ele foi baleado.



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