Os compositores Ruan Prado, Luana Matos, Patrick Graue e Calixto Afiune e o espólio de Rodrigo Lisboa, que no ano passado acusaram Shakira de plágio, agora formalizaram o processo, que será julgado pela Justiça do Rio de Janeiro.
Eles acusam a cantora colombiana e o DJ argentino Bizarrap de copiarem partes da música “Tu Tu Tu” para criar “Bzrp Music Sessions vol. 53”, de 2023.
O advogado Fredímio Biasotto Trotta afirma que os compositores pedem reconhecimento de plágio e atribuição na coautoria da canção de Shakira. Exigem ainda indenização por danos morais, no valor de R$ 20 mil para cada —R$ 100 mil ao todo, e materiais, de valor ainda incerto, a depender da sentença e da apuração do quanto foi arrecadado pela música que é alvo do processo.
Shakira, o DJ Bizarrap, a Sony Music Group, a Sony Music Brasil, a Dale Play Records e outros artistas envolvidos na criação de “Bzrp Music Sessions vol. 53” foram notificados extrajudicialmente sobre o caso em dezembro de 2024.
Procurados, a Sony Music e o empresário de Shakira não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
“Bzrp Music Sessions vol. 53” teria um refrão, ritmo e temática semelhantes aos de “Tu Tu Tu”, cantada por Mariana Fagundes e Léo Santana e lançada em 2020. Compare as duas a seguir:
Segundo o advogado dos compositores brasileiros, o diretor jurídico da Sony Music Publishing Brasil, João Diamantino, afirmou que a empresa teria interesse em tentar um acordo e evitar um processo semelhante ao que envolve a cantora Adele, acusada de plagiar a canção “Mulheres” pelo artista brasileiro Toninho Geraes.
A canção de Shakira foi um sucesso por supostamente conter críticas da colombiana para o seu ex-marido, o jogador de futebol espeanhol Gerard Piqué.


