A Coreia do Norte acusou, neste sábado (10), a Coréia do Sul de sobrevoar seu território com um drone no início de janeiro com fins de espionagem. Seul nega a acusação.
O exército de Pyongyang rastreou uma aeronave não tripulada que “se deslocava para o Norte” sobre o condado fronteiriço sul-coreano de Ganghwa no início do mês, antes de derrubá-la perto da cidade norte-coreana de Kaesong, informou um porta-voz em um comunicado divulgado pela agência estatal de notícias KCNA.
O drone “tinha instalado um equipamento de vigilância” e a análise dos restos mostrou que armazenava imagens de “alvos importantes” do Norte, incluindo zonas fronteiriças, precisou o porta-voz.
A Coreia do Sul afirmou que não tinha conhecimento do voo, e seu ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, assegurou que o drone ao qual Pyongyang se referia “não era um modelo operado” por seu exército.
O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou uma investigação, segundo o ministério.
Pyongyang afirmou que as imagens do drone eram “provas claras” de que a aeronave havia “invadido [seu] espaço aéreo com fins de vigilância e reconhecimento”.
O porta-voz militar disse que a suposta incursão era similar a uma de setembro, quando seu país acusou a Coreia do Sul de operar drones perto de sua cidade fronteiriça de Paju.
Seul seria obrigada a “pagar um alto preço” se as incursões continuarem, advertiu.
A Coreia do Sul investiga supostos sobrevoos de drones sobre o Norte no final de 2024. A promotoria acusou o então presidente, Yoon Suk-yeol, de utilizar ilegalmente incursões como pretexto para sua breve tentativa de impor uma lei marcial, que o levou a ser destituído.


