Dezembro, marcado pelo feminicídio de Tainara Santos, de 31 anos, que morreu na véspera do Natal após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, zona norte da capital, foi o mês com mais casos contabilizados no ano: 33.Segundo investigações, o suspeito – Douglas Silva – manteve relacionamento anterior com a vítima e, ao vê-la com outro homem em um bar, avançou com o veículo contra ela. A defesa diz que ele é réu confesso, mas nega que ele tenha tido envolvimento prévio com Tainara.Na capital paulista, a variação de casos de feminicídio foi ainda maior do que no restante do Estado: os boletins de ocorrência desse tipo de crime subiram de 49, em 2024, para 60, no último ano, alta de 22,4%. Como mostrou recentemente o Estadão, o Brasil também bateu um novo recorde de feminicídios em 2025, mesmo com os dados de dezembro ainda incompletos, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram 1.470 casos no período, o equivalente a quatro vítimas por dia. Desde 2015, quando houve a tipificação do feminicídio, houve registro de 13.448 crimes do tipo no Brasil.Estupros caem, mas seguem em patamar elevadoO Estado de São Paulo registrou 14.443 casos de estupro no ano passado, queda de 0,9% em relação às 14.579 ocorrências contabilizadas de janeiro a dezembro de 2024. Os números, ainda assim, são considerados elevados: equivalem a quase 40 casos por dia.
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