Marcelo Tas entrevista, no Provoca desta terça-feira (17), o cientista político, jurista e professor de Direito Constitucional Conrado Hübner Mendes. A edição vai ao ar às 22h30, na TV Cultura.
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Durante o programa, Tas pergunta à Mendes por que ele escreveu o seu livro, O discreto charme da magistocracia: Vícios e disfarces do judiciário brasileiro, em 2023 – momento em que o STF era referido de forma ‘salvacionista’ após as condenações dos atos do 8 de janeiro do mesmo ano.
Em sua resposta, o jurista explica que o escrito é um conjunto de colunas críticas a uma fração do poder judiciário. Através do neologismo do título, o autor brinca com as ideias de aristocracia e magistrado.
“Esse livro é uma seleção e coletânea de colunas escritas ao longo de dez anos. E ‘magistocracia’ de fato é um neologismo, que brinca com a ideia de magistrado – como aquela autoridade que aplica a lei – com aristocracia. Ele se refere a uma fração [do poder judiciário], é importante não generalizar e achar que eu estou falando do poder judiciário como um todo, de cada um dos juízes que pertencem ao judiciário. Estou falando de uma fração que tem certas características muito antidemocráticas, pré modernas e pré republicanas, por assim dizer. ”
Ainda respondendo à pergunta do apresentador, Conrado Hübner lista alguns exemplos de quais características seriam essas. Segundo o cientista político, uma parcela dos juízes brasileiros são dinásticos e rentistas. “Elas [frações do judiciário braileiro] são dinásticas, têm múltiplas camadas de proteção, promoção, herdeiros e múltiplas formas de favorecer famílias. Além de dinásticas elas são rentistas, dinheiristas, buscam permanentemente formas de se enriquecer à margem da lei”.
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Assista à íntegra do programa:
O Provoca é apresentado por Marcelo Tas e vai ao ar às terças, às 22h30, na TV Cultura, no site oficial da emissora e no canal do programa no YouTube.
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