Fachada da PGR, em Brasília

MPF orienta procuradores a não dar opinião nem apoiar candidatos nas redes

Fake news na mira. Orientação também afirma que membros devem expor com clareza seus argumentos, sem “falseamento ou ocultação da verdade” . Também estão vedadas manifestação com “duplo sentido” ou que possam ser consideradas ofensivas a quem tenha “opinião diversa”.Recomenda ainda não criticar as urnas eletrônicas. Diz que o texto que os membros devem “abster-se de divulgar escolhas políticas pessoais ou críticas não fundamentadas que coloquem em dúvida a integridade do sistema eletrônico de votação”.Evitar eventos de campanha. Procuradores também devem evitar participar de eventos públicos que “possam apresentar caráter de campanha eleitoral ou de promoção de candidatos, pré-candidatos ou partidos políticos”. A Corregedoria tenta com isso garantir a imparcialidade e a credibilidade da instituição.Iniciativa causou reação de parte da categoria. Chamou a atenção de membros do MPF o fato de as recomendações terem sido compartilhadas um dia depois de vir à tona que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deixou de se manifestar sobre o pedido de prisão de Vorcaro feito pela Polícia Federal ao STF (Supremo Tribunal Federal). Falta de manifestação gerou críticas internas, como mostrou o UOL, inclusive em grupos de conversas e emails internos do órgão. Para parte dos procuradores, o episódio envolvendo Gonet mostra a PGR “ofuscada” pelo protagonismo da PF. Internamente, segundo apurou o UOL, alguns membros veem dificuldade da atual gestão de tomar a dianteira de uma das mais importantes investigações em andamento hoje no país.As recomendaçõesOs membros do Ministério Público Federal devem agir com reserva, discrição e autocontenção em suas manifestações públicas, abstendo-se da emissão de opiniões que, direta ou indiretamente, configurem apoio ou oposição a candidaturas, partidos ou projetos políticos a eles associados, de modo a preservar a imparcialidade e a credibilidade da instituição.



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