No final de abril, um decreto tirou R$ 2,5 bilhões do MEC, afetando diretamente as universidades, que passaram a reclamar da falta de recursos para manutenção básica. Em maio, o MEC anunciou uma verba extra de R$ 400 milhões, insuficiente para fechar as contas. Francilene Procópio Garcia, nova presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) Imagem: Jardel Rodrigues/SBPCA nova presidente da SBPC, Francilene Garcia, afirma que o governo Lula tem “contribuições importantes” na área e, por isso, “alimentou na comunidade científica uma expectativa muito alta”.Entretanto, ela diz que a criação de novas universidades e campi não foi acompanhada igualmente em volume de recursos. “Quando Lula fez a expansão do sistema universitário, faltou um plano de longo prazo, o que dificulta a manutenção dessas instituições”, afirma.Ela cita como exemplo o seu estado, a Paraíba, onde 35 dos 223 municípios têm universidades públicas. “Isso é bom, é fantástico. Mas, quando você pulveriza, no bom sentido, você precisa ter uma política de manutenção dessas instituições”.Eu não posso ter professores que não conseguem se manter, um ambiente precarizado, sem condições de pagar energia elétrica, ou em que os laboratórios estão sem condições de comprar insumos. Tem que ter estrutura. Essa expansão tem que ser acompanhada de manutenção com recursos compatíveis com o tamanho da infraestrutura e com os desafios em que ela vai ter que se inserir.Francilene Garcia
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