Além de presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, Pierrakakis é ministro das Finanças da Grécia. Segundo ele, as consequências de um conflito prolongado inevitavelmente se refletiriam nos mercados de energia, nos custos de transporte, nos mercados financeiros e, em última instância, nos preços ao consumidor.”É por isso que é importante que a Europa aja de forma rápida e coordenada para conter as pressões e proteger as nossas empresas, os nossos cidadãos e as nossas economias”, disse ele à Reuters, em resposta a perguntas enviadas por e-mail.A União Europeia está analisando os impostos sobre a energia, as taxas de rede e os custos do carbono como possíveis áreas para medidas de curto prazo que visem aliviar a pressão sobre as indústrias, afetadas pelos elevados preços da energia.França, Grécia e Polônia introduziram esta semana tetos para os preços do petróleo e restrições às margens de lucro, mas as finanças apertadas em algumas das principais economias significam que seu poder de fogo é limitado.Pierrakakis afirmou que os recentes limites de lucro impostos pela Grécia aos combustíveis e aos produtos alimentícios não terão um “impacto fiscal direto significativo no orçamento”. De acordo com o ministro, até o momento não há indícios de que o turismo e os investimentos — importantes motores da recuperação econômica da Grécia — tenham sido afetados.ECONOMIA GREGA “FORTE E RESILIENTE”
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