Mais de 3 mil hectares adicionais se encontravam em estado de incêndio “controlado” ou “contido”, ou seja, com chamas ou brasas, mas sem expectativa de propagação.”Isso avança a passos gigantes”, disse à AFP a estilista e costureira Belén Moreno, de 39 anos, que vive a poucos quilômetros de Puerto Patriada. Seu companheiro e outros moradores da região colaboravam de forma voluntária com os bombeiros na luta contra as chamas.O fogo nesse setor, parte da localidade de 4.200 habitantes de El Hoyo, começou na tarde de ontem e avançou em poucas horas, devido às condições climáticas. “Há vários anos temos incêndios nesta época. Então, quando avistamos fumaça no céu, ficamos todos muito atentos”, disse Belén.Os ventos fortes, as altas temperaturas e a seca criam um cenário de risco no começo de 2026, o que levou o Serviço Nacional de Gestão do Fogo a decretar o alerta vermelho de perigo de incêndio até sexta-feira em oito províncias do centro-sul do país.Os moradores da Patagônia andina ainda têm na memória as imagens de janeiro e fevereiro de 2025, quando cerca de 32 mil hectares foram queimados. “A superfície queimada quadruplicou em comparação com a temporada anterior. Devido a seu impacto e magnitude, foram os piores incêndios florestais das últimas três décadas na região”, disse à AFP Hernán Giardini, coordenador do Programa de Florestas do Greenpeace Argentina.Segundo o ativista, houve cortes do governo do presidente Javier Milei na Administração de Parques Nacionais, que concentra 30% das florestas andino-patagônicas da Argentina. “Contam com apenas 400 brigadistas, quando o mínimo deveria ser 700 para cobrir cerca de 5 milhões de hectares sob sua jurisdição e auxiliar as províncias quando são convocados”, disse Giardini.
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