O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com executivos de empresas petrolíferas dos EUA nesta sexta-feira (9). A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quarta-feira (7).
“É apenas uma reunião para discutir, obviamente, a imensa oportunidade que se apresenta a essas empresas petroleiras neste momento”, afirmou Leavitt.A expectativa é que os executivos das petrolíferas se reúnam também com o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta quarta-feira.
No momento, a Chevron é a única grande empresa petrolífera dos EUA que opera atualmente nos campos de petróleo da Venezuela, embora a Exxon Mobil e a ConocoPhillips tenham sido grandes produtoras antes de seus projetos no país sul-americano serem nacionalizados há duas décadas.
A Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo e Trump anunciou no sábado (3) que as empresas dos EUA ficarão a frente das operações e trabalharão também para restabelecer a infraestrutura do setor no país sul-americano.O presidente norte-americano também destacou que avalia criar um subsídio para que as petroliferas comandem a operação.
Na terça-feira (6), Trump afirmou que a liderança interina da Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA e que ele ficará responsável por controlar os lucros.
“Este petróleo será vendido ao seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, postou Trump em sua rede social Truth Social.
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O acordo poderia exigir inicialmente que as cargas destinadas ao principal comprador da Venezuela, a China, fossem redirecionadas, uma vez que Caracas está buscando descarregar milhões de barris retidos em navios-tanque e depósitos.
“O uso descarado da força pelos Estados Unidos contra a Venezuela e sua exigência de ‘América em primeiro lugar’ quando a Venezuela se desfaz de seus próprios recursos petrolíferos são atos típicos de intimidação”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.
Pequim, que importou 389 mil barris por dia de petróleo venezuelano em 2025, representando cerca de 4% de suas importações marítimas de petróleo bruto, pode agora recorrer mais ao Irã e à Rússia, disseram pessoas ligadas ao mercado.GRANDES PLANOS, GRANDES PROBLEMAS
No sábado (3), forças dos EUA realizaram um ataque relâmpago à capital da Venezuela, prendendo Maduro na calada da noite e enviando-o aos Estados Unidos para enfrentar acusações de narcoterrorismo.
Horas depois da captura de Maduro, Trump disse que esperava que as maiores empresas petrolíferas dos EUA gastassem bilhões de dólares para aumentar a produção de petróleo da Venezuela.
Mas esses planos serão prejudicados pela falta de infraestrutura, juntamente com a profunda incerteza sobre o futuro político do país, a estrutura jurídica e a política de longo prazo dos EUA, de acordo com analistas do setor.
Com informações da AFP e Reuters


