A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo federalista tem trabalhado para o fortalecimento do Sistema Pátrio de Transplantes. Segundo ela, o caso de seis pacientes que receberam órgãos infectados por HIV devido à lapso no revista de detecção do vírus por um laboratório do Rio de Janeiro indignou a todos.
“Tivemos uma ação conjunta com Recomendação Pátrio de Justiça para enfrentar um gargalo do sistema, que é a doação de órgãos pelas famílias. Logo estamos num caminho de fortalecer o sistema e é fundamental que alguma coisa dessa sisudez seja devidamente perfeito, investigado com rigor e que a sociedade esteja informada, porque não podemos perder a crédito em nenhuma hipótese num sistema que é reconhecido mundialmente”, disse a ministra, destacando que o caso está sendo investigado pelas polícias Social e Federalista.
A ministra também falou sobre o convenção de cooperação técnica do Ministério da Saúde com a Universidade Federalista do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), para a fusão do Hospital dos Servidores do Estado com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UniRio.
Esse será o terceiro dos seis hospitais federais a trespassar da gestão direta do Ministério da Saúde. O Hospital do Andaraí passou para a governo da prefeitura do Rio de Janeiro e o Hospital de Bonsucesso está sendo gerido pelo Grupo Hospitalar Conceição, uma estatal vinculada ao próprio ministério.
“A teoria é justamente potencializar o Hospital do Servidores, respeitando as excelentes clínicas que existem lá. Os hospitais federais estão atendendo à população, mas com muita precariedade, sem o uso pleno da sua capacidade. E é isso que nós vamos mudar. Logo é um trabalho a ser feito com o que há de melhor também hoje nesses hospitais, mas fazendo esse processo de recuperação, de regeneração, em favor da Saúde da população”, disse a ministra.
Dengue
Em relação à dengue, que costuma ter aumento de casos no verão, a ministra afirmou que neste momento o governo está focado na prevenção, conscientizando a população a destinar 10 minutos de seus dias para buscar focos de mosquito Aedes argypti, vetor do vírus da dengue, e no uso de tecnologias de controle do inseto, com a liberação de mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia.
Para o ano que vem, está prevista a emprego de 9 milhões de doses da vacina contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. O Ministério da Saúde ainda fará um diagnóstico para verificar em que municípios fará campanhas de vacinação. “Ainda estamos trabalhando com o Instituto Butantan, aguardando a possibilidade de aprovação de uma novidade vacina para aumentar essa oferta [de imunizantes] e ter um projecto de vacinação mais grande”.
Em encontro de ministros da Saúde do G20, no Rio de Janeiro, Nísia afirmou que a dengue se tornou um repto global com as mudanças climáticas e que hoje a doença já atinge a maioria dos países.