Foto: Reprodução.
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados intensificou, neste sábado (29), o movimento para tentar derrubar o mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ofensiva ganhou força após informações de que o parlamentar teria alcançado 50 faltas nas sessões da Casa, ultrapassando segundo adversários o limite mínimo de assiduidade previsto pela Constituição.
O caso reacendeu o debate sobre a participação e a responsabilidade dos parlamentares no exercício de suas funções. Deputados petistas afirmam que Eduardo teria descumprido o número mínimo de presenças exigido, o que, na visão deles, justificaria uma representação formal para a perda de mandato por quebra de decoro.
Ofensiva política aumenta pressão por cassação
Desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro estaria residindo nos Estados Unidos, circunstância que intensificou críticas sobre sua ausência no Parlamento. Além disso, o deputado se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta coação, o que ampliou a mobilização de opositores.
Segundo informações divulgadas nas últimas horas, o PT articula uma estratégia ampla para acelerar o processo de cassação. Entre as medidas em discussão estariam:
Propostas de mudanças em regras internas da Câmara
Representações formais à Procuradoria-Geral da República (PGR)
Pressão direta sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que avance com o caso
Parlamentares da base governista afirmam que a situação de Eduardo Bolsonaro é “insustentável” e que a perda de mandato pode ocorrer “em breve”.
Clima de tensão em Brasília
A movimentação acirrou os ânimos entre aliados e opositores de Eduardo, reacendendo debates sobre assiduidade de parlamentares e o impacto de ausências prolongadas. Enquanto a oposição cobra providências, aliados do deputado ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as faltas atribuídas a ele.


