Alexandre Borges vê custo político para o governo

Alexandre Borges vê custo político para o governo

Borges disse que a crise cria um “tsunami-político” porque mistura efeitos jurídicos e eleitorais. Na avaliação dele, quando a Corte é atingida como instituição, o Planalto acaba sendo arrastado para o desgaste, mesmo sem relação direta com os fatos.Toda vez que a Corte, como instituição, é atingida, o governo acaba pagando um preço. Não estou dizendo que isso é justo, mas é como o eleitor lida com essas coisas. Então é um tsunami-político que tem consequências jurídicas, tem consequências legais, mas obviamente tem consequências eleitorais.Alexandre BorgesA apresentadora Daniela Lima avaliou que o caso abre um “território desconhecido” e que a crise lembra “os momentos mais agudos da Lava Jato”, quando vazamentos e exposição pública influenciavam o ambiente político e a leitura sobre decisões que deveriam seguir “a melhor técnica jurídica”.Se havia alguma dúvida de que a gente está vivendo um processo que se amolda aos momentos mais agudos da Lava Jato, não há mais. A criação de um ambiente com base na opinião pública para o direcionamento de questões que devem ser discutidas à luz da melhor técnica jurídica legal disponível, isso está evidente.Daniela LimaPara a colunista Marcela Mattos, a pressão em torno do ministro André Mendonça, citado no debate como figura central em diferentes frentes, também ganha leitura política. Segundo ela, há aplauso no bolsonarismo e, ao mesmo tempo, preocupação na esquerda com o efeito cascata sobre o STF.O ministro André Mendonça está sendo sim muito pressionado, mas ele também é ovacionado pelo outro lado do espectro político. A grande esperança dentro do bolsonarismo nessas atitudes do ministro.Marcela Mattos



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