“Ainda que as bombas e as armas se calem em Gaza e na Cisjordânia, as crianças palestinas não vão se levantar de um dia para o outro, pois a destruição de sua saúde, de sua educação e de seu desenvolvimento é irreversível”, insistiu. Israel e o Hamas trocam acusações quase diárias de violações da trégua que entrou em vigor em outubro do ano passado, enquanto a Faixa de Gaza continua assolada pela violência em consequência da guerra desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense.Com as restrições impostas aos meios de comunicação e devido ao acesso limitado a Gaza, a AFP não pode verificar de forma independente os balanços ou cobrir de maneira livre a situação no local. Em setembro do ano passado, a comissão afirmou que as autoridades e as forças de segurança israelenses haviam cometido “quatro dos cinco atos genocidas” previstos na Convenção de 1948 sobre o Genocídio.Os delitos são “matar membros do grupo; lesões graves à integridade física ou mental dos membros do grupo; submeter intencionalmente o grupo a condições de existência destinadas a acarretar sua destruição física, total ou parcial; e medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”. Em seu novo relatório, a comissão denuncia “os ataques seletivos contra os serviços de neonatologia e maternidade” por parte de Israel, o que resultou em um aumento dos abortos espontâneos e das malformações genitais, com efeitos duradouros sobre “a continuidade da população”.
Créditos
Posted inCaruaru e Região

