Todo mundo já tem um jogo para chamar de seu na Copa do Mundo. E passados os 24 confrontos iniciais espalhados pelos 12 grupos da primeira fase, algumas seleções impressionaram mais que outras. Bem mais.
Seis colunistas da Folha apontaram as suas equipes preferidas após a primeira rodada da competição, e todos citaram a Inglaterra, mas em diferentes posições no top 5.
Quatro dos seis colunistas colocaram a Inglaterra no topo depois da vitória por 4 a 2 contra a Croácia, pelo Grupo L. Para PVC, o English Team demonstrou “repertório tático com bola parada, posse de bola e jogo aéreo”, avaliou. O colunista ainda destacou as participações de Harry Kane e Elliot Anderson. “Ótimos.”
Marina Izidro lembrou ainda a dificuldade do rival. “A Inglaterra protagonizou um dos jogos mais emocionantes até agora, vencendo a Croácia de forma consistente em uma estreia difícil.”
Em segundo lugar ficou a atual vice-campeã, França, a preferida de dois colunistas após a vitória contra Senegal por 3 a 1, construída no segundo tempo.
Top 5 melhores seleções até aqui
Inglaterra
França
Argentina
Alemanha
EUA
Fonte: votação de Sandro Macedo, PVC, Luís Curro, Hanuska Bertoia, Marcelo Bechler e Marina Izidro
“Foram fortes em todas as posições, entrosados, com Mbappé decisivo e candidato a artilheiro da Copa”, comentou Izidro, que aponta os Bleus como favoritos ao título.
Hanuska Bertoia concorda com a força francesa, apesar do início claudicante. “Depois de um primeiro tempo devagar contra Senegal, Mbappé e companhia mostraram a que vieram”, disse.
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O show solo de Messi nos 3 a 0 contra a Argélia colocou a Argentina pertinho dos franceses no pódio. “Se Messi jogar o que jogou contra a Argélia na estreia, e contar com a complacência da arbitragem (poupou-o de expulsão no começo do jogo), os argentinos veem crescer a chance do tetra”, comentou Luís Curro.
Para Marcelo Bechler, resumidamente, “Argentina e França são destaques por apresentarem o que se espera delas. A Inglaterra surpreendeu com melhor futebol que o esperado.”
A fragilidade do adversário acabou interferindo na avaliação do desempenho da Alemanha, apenas a quarta colocada na média dos colunistas. Afinal, 7 a 1 não impressiona mais ninguém por aqui —contra Curaçao, então…
“Ainda assim, foi uma “boa primeira impressão depois de eliminações na primeira fase nos últimos dois Mundiais”, lembra Izidro. Curaçao é uma seleção fraca? Sim. Mas Espanha e Portugal pararam nas também teoricamente frágeis Cabo Verde e RD Congo. Os alemães jogaram sério e convenceram”, avaliou Curro.
Quem fecha o top 5 é uma das seleções da casa, os Estados Unidos, que atropelaram o Paraguai em Los Angeles, 4 a 1. “Velocidade e largura do campo usada por Dest, na direita, e Pulisic, na esquerda” foram apontados como fator de desequilíbrio a favor dos americanos por PVC. “Pochettino não tem os melhores jogadores, mas quer o melhor jogo coletivo”, concluiu o colunista.
Outras seleções foram lembradas pelos colunistas. Hanuska gostou do futebol da seleção japonesa no empate por 2 a 2 contra a Holanda. Os dois primeiros colocados dessa chave cruzam com líder e vice-líder do grupo da seleção brasileira.
Curro gostou da Suécia, que marcou 5 a 1 na Tunísia com sua dupla de atacantes Isak e Gyokeres, além do jovem Ayari. PVC citou Costa do Marfim, e Bechler, Marrocos.
Evidentemente, depois da decepcionante estreia da seleção de Carlo Ancelotti (1 a 1 contra Marrocos, em Nova Jersey), nenhum dos seis colunistas ousou citar o Brasil, incluindo este humilde escriba.


