EUA deportam imigrantes de possível origem latina para a República Democrática do Congo - 17/04/2026 - Mundo

EUA deportam imigrantes de possível origem latina para a República Democrática do Congo – 17/04/2026 – Mundo

A República Democrática do Congo (RDC) recebeu na madrugada desta sexta-feira (17) 15 imigrantes expulsos dos Estados Unidos que, segundo uma pessoa do entorno da Presidência do país africano, têm origens peruana e equatoriana.

O grupo foi o primeiro a chegar à RDC como parte de um dispositivo americano controverso que permite enviar estrangeiros em situação irregular a países terceiros, muitos deles africanos, em troca de apoio financeiro ou logístico do governo de Donald Trump, que tem buscado acordos com esses países.

Autoridades dos países receptores fornecem poucas informações sobre a situação desses imigrantes, muitas vezes originários de outros continentes, como América do Sul e Ásia.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou à AFP que o governo congolês solicitou a essa agência da ONU que fornecesse “ajuda humanitária a 15 imigrantes enviados pelos EUA para a RDC em 17 de abril”. Também destacou que a organização vai poder propor “um retorno voluntário assistido aos imigrantes que assim solicitarem”.

Sete mulheres e oito homens chegaram em um avião procedente dos EUA que pousou no aeroporto de Ndjili, em Kinshasa, segundo essa pessoa do entorno da Presidência.

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Outras pessoas com conhecimento do assunto indicaram que chegarão em breve a Kinshasa outras pessoas expulsas dos EUA, a um ritmo de cerca de 50 por mês.

O Ministério das Comunicações da RDC confirmou a chegada dos primeiros imigrantes ao país “segundo o cronograma estabelecido pelas autoridades competentes”. “Os indivíduos em questão foram admitidos em território nacional com autorizações de permanência de curta duração.”

A implantação desse dispositivo na RDC acontece após um acordo que dá a Washington acesso aos recursos minerais estratégicos congoleses, cruciais para a indústria eletrônica mundial. Em troca, os EUA se envolveram, sem resultados concretos, nas conversas destinadas a estabilizar o leste do país africano, onde conflitos acontecem há mais de 30 anos.



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