Preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde a semana passada, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa decidiu trocar sua equipe de defesa, em um indicativo de que pode assinar um acordo de colaboração premiada.Até então, Costa era defendido pelo advogado Cléber Lopes, que é próximo do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e foi advogado dele no processo relativo aos ataques de 8 de Janeiro. Agora, o executivo será defendido pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.
A troca foi concretizada nesta quarta-feira (22). Questionado se Costa pretende assinar um acordo de colaboração premiada, Aragão afirmou à Folha que ainda não havia conversado com ele. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.
Costa foi preso na última quinta-feira (16). Um dos fundamentos para a prisão é a suspeita de que ele tenha ocultado seis imóveis recebidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões.
Na ocasião, Lopes,disse que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão realizada foi um exagero por parte da Justiça. “A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”, disse ao deixar o apartamento de Costa em Brasília, onde ocorreu a prisão.


