O UOL teve acesso ao depoimento do motorista. Ele reiterou que houve aproximação da Polícia Militar ao veículo em que ele e o candidato ao Governo de São Paulo estavam mas mudou a versão sobre um suposto emparelhamento da viatura, um contato no para-choque, e o fato de ter saído do carro para falar com os policiais.Apesar de reafirmar a aproximação relatada por Haddad, o motorista não citou emparelhamento entre o carro que ele dirigia e o veículo da PM. O UOL apurou que o motorista apenas disse que a viatura se aproximou, “lateralizando” com o veículo em que ele estava. O depoimento foi prestado na 2ª Delegacia Seccional de Polícia.Na semana passada, Haddad relatou à imprensa uma abordagem da PM considerada por ele fora do padrão. Segundo o candidato, ele chegava em casa na noite de terça (11), na zona sul da capital, por volta das 22h30, quando percebeu que uma viatura da polícia o acompanhava. O ex-ministro afirmou que os agentes não conversaram com ele nem pediram documentos, mas, em seguida, perseguiram seu motorista no trajeto para a casa do funcionário.Motorista afirmou que a viatura se aproximou e jogou luz em cima do veículo em que ele e Haddad estavam. O ex-ministro da Fazenda chegou a dizer que os policiais jogaram luz em seu rosto quando ele saiu do carro em frente à sua casa, e o motorista confirmou isso ao depor. Um vídeo divulgado anteriormente mostra um carro da PM passando pela rua de Haddad antes de o candidato chegar em casa. Não há registro de abordagem.No relato feito por Haddad, o motorista teria saído do carro e se dirigido aos policiais perguntando o que estava acontecendo. Nesta hora, ele teria ouvido dos PMs, segundo o candidato, a ordem “vaza daqui”.Motorista disse em depoimento, porém, que estava dentro do carro com as luzes internas acesas quando ouviu “vaza” dos policiais. Ele não soube identificar qual dos três policiais teria dado a ordem para que saísse do local.
Créditos

Posted inCaruaru e Região

