O presidente Lula (PT) exaltou a política habitacional do governo federal na manhã deste sábado (8), em evento de comemoração aos 30 anos da fundação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), em Taboão da Serra (SP).
Lula também direcionou sua fala para as mulheres, defendendo a independência feminina e a inserção no mercado de trabalho e aclamando a atuação do governo federal contra o feminicídio. O voto do grupo, que ainda oferece vantagem para Lula, tem sido especialmente disputado pelos principais candidatos à Presidência.
O petista também aproveitou sua fala para elogiar aliados que disputarão as eleições em São Paulo: Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo do Estado, e Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), candidatas ao Senado. Lula fez ainda menção a Natalia Szermeta Boulos, que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado. Natalia é mulher de Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria Geral da Presidência.
“A gente não pode falar de eleição, ninguém pode pedir voto aqui. Mas tenho que fazer um reconhecimento”, afirmou o presidente antes de tecer os elogios.
Lula esteve acompanhado no palco da primeira-dama, Janja, e de Boulos, ex-coordenador do movimento. Janja fez uma fala voltada para as mulheres, afirmando que o programa Minha Casa, Minha Vida foi efetivamente retomado com a volta do petista à Presidência e que nele as mulheres são prioridade. “Hoje tem muito mais famílias, mães, mães solo, com a sua casa”, afirmou.
Janja também pediu o compromisso dos homens do movimento para se unirem às mulheres contra o feminicídio, ressaltando que vem “trabalhando muito pelo pacto Brasil contra o feminicídio”. A mulher de Lula voltou ainda a pedir o banimento da plataforma Discord no país após um caso de suicídio ao vivo de uma jovem de 13 anos. “Só assim a gente pode garantir a segurança de nossas crianças e das mulheres. O que acontece no submundo dessa plataforma é um absurdo. A misoginia corre solta.”
Em seu discurso, Boulos abraçou o discurso de soberania nacional que tem sido explorado pela pré-campanha lulista frente ao conflito com o governo americano de Donald Trump. “Temos uma batalha para enfrentar nos próximos meses. Uma batalha entre a defesa do Brasil e quem quer o Brasil ajoelhado para qualquer potência estrangeira. É quem quer um país soberano que decide o próprio destino, ou quem quer puxa-saco e traidor da pátria no comando da nação”, disse.
O ministro também afirmou que os governos anteriores, de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), acabaram com o Minha Casa, Minha Vida. “Teve um cara que deu um golpe na presidenta Dilma. Uma das primeiras coisas que ele fez foi acabar com o Minha Casa, Minha vida. Passou um tempo, entrou outro pior ainda, um coisa ruim que só fez mal ao nosso país. Durante os quatro anos do governo anterior tivemos zero moradias populares nesse país.”


