Outra conversa mostra Rangel dizendo que vai “arrebentar” um desafeto. “Estou sem paciência com essa merda”, afirma a um aliado, que responde: “Tem que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele, entendeu?”. Para Moraes, os diálogos revelam a “intenção violenta dos interlocutores”. Há ainda menções a um plano de intimidação com ataque ao carro da vítima. Em diálogo com Thiago Rangel, um aliado propõe: “O moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele”. Para os investigadores, as mensagens mostram o grau de organização do grupo e o uso de ameaças como mecanismo de atuação.PF aponta que Rangel tinha envolvimento com “indivíduo de alta periculosidade”. A investigação cita que o deputado mantinha “relação íntima” com um homem de “extensa ficha criminal”, processado por crimes como homicídios simples e qualificado, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Defesa de Rangel se disse surpresa com a prisão. “Neste momento, [a defesa] está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal”, disseram os advogados em nota divulgada nas redes sociais do deputado.”O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação”, acrescenta o escritório. “A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida.”PrisãoRangel foi preso hoje na nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Ele também foi afastado do cargo de deputado estadual. A decisão de Moraes teve aval da Procuradoria-Geral da República, que recomendou as medidas com base nas investigações da PF.
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