Doze das 22 empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo são suspeitas de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital

Prefeitura de SP estuda intervenção em empresa investigada por elo com PCC

Investigação aponta influência de Milton Leite no setor de ônibusO ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) é um dos alvos de uma operação. Apontado como o verdadeiro dono da Transwolff, acusada de lavar dinheiro para a facção, Leite não foi encontrado até o momento pela polícia. Caso não se apresente às autoridades em breve, o político será considerado foragido, apurou a reportagem.Segundo a Polícia Civil, a maioria dos alvos da Operação Vectura Corrupta exerce função de liderança dentro da facção. São cumpridos 13 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão na ação deflagrada pela corporação e pelo MP, após decisão do desembargador Sergio Ribas, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), na capital, em Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi de Oliveira e o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) estão entre os alvos de mandos de prisão temporária (prazo de 30 dias). Outros supostos intermediários de interesses do PCC e advogados também estão na lista das pessoas com prisão decretada. Até o momento, nove suspeitos foram presos.Ao UOL, o ex-vereador disse que está no interior de São Paulo em compromissos pessoais. Ele citou a campanha dos filhos, que são deputados e tentam se reeleger, e afirmou que vai se entregar em até 24 horas. Leite nega “veementemente” as suspeitas que embasaram o mandado de prisão. “Não sou dono de empresa de ônibus e só assumi uma interlocução na SPTrans a pedido do Bruno Covas (ex-prefeito morto em 2021), por causa da greve de 2019. Não tem nada de ilegal. Vou me apresentar ainda hoje porque não devo nada”, disse o político.Já a defesa do ex-presidente da SP Trans diz ter sido surpreendida com a prisão. O advogado de Levi de Oliveira afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo, nem aos motivos que levaram à decisão judicial, mas destacou que ele não possui antecedentes criminais e “construiu ao longo de décadas, uma trajetória de relevantes serviços públicos prestados à cidade de São Paulo, atuando na SPTrans, onde se consolidou como referência técnica em sua área.”



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