Há vários meses, a África do Sul vem sendo palco de manifestações que pedem a saída de imigrantes irregulares. Estas manifestações não são excessivamente numerosas, mas são acompanhadas de uma onda de ódio xenófobo na internet e receberam grande repercussão na mídia.”Apoiamos o resto das equipes africanas. Mas queremos mostrar aos sul-africanos que seus atos têm consequências”, concorda Fatma, uma agricultora de 34 anos, amiga de Shahim. “Quando você tem complexo de superioridade, é só você quem sofre”, completou.A África do Sul anunciou, no domingo, ter repatriado 2.745 estrangeiros em uma semana, após a promessa do presidente Cyril Ramaphosa de endurecer a luta contra a imigração irregular.Assim, nas últimas semanas, Gana e Nigéria receberam várias centenas de seus emigrantes.Cerca de 600 moçambicanos também voltaram ao seu país de origem após a violência na cidade de Mossel Bay (sul), que, segundo a polícia, já deixou dois mortos (cinco, de acordo com autoridades de Maputo) e desencadeou saques e incêndios voluntários desde o início de junho.Esta situação não cai bem no restante da África. Muitos adquiriram certa implicância com a seleção do país, os ‘Bafana Bafana’, como forma de protesto contra essa situação.
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