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A pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco ainda terá pela frente um grande desafio: convencer o eleitorado de que os problemas enfrentados pelo Estado durante os anos de gestão socialista (PSB) ficaram no passado.
Por mais que João represente uma nova geração na política, é impossível dissociar sua imagem do legado construído pelo PSB em Pernambuco. Durante os governos socialistas, especialmente na gestão de Paulo Câmara, a segurança pública foi alvo de críticas constantes. Pernambuco registrou altos índices de violência e o Pacto pela Vida, programa que já foi referência nacional, perdeu força diante do avanço da criminalidade e das dificuldades enfrentadas pelos policiais.
Na avaliação de muitos pernambucanos, a memória desse período ainda pesa. E é justamente nesse campo que a governadora Raquel Lyra (PSD) deve concentrar sua estratégia. A atual gestão aposta em investimentos nas forças de segurança, com renovação da frota de viaturas, aquisição de novos armamentos, distribuição de fardamentos e reforço do efetivo, buscando apresentar resultados e se contrapor ao discurso de retorno do PSB ao Palácio do Campo das Princesas.
João Campos possui aprovação maior na capital, mas a eleição estadual será disputada no conjunto dos 184 municípios pernambucanos. E, no interior, o eleitor tende a avaliar não apenas promessas para o futuro, mas também a herança deixada pelos governos passados.
Em política, o discurso da renovação é importante. Mas a memória do eleitor costuma ser um fator decisivo nas urnas.
Kalebe PereiraJornalista e especialista em Política


