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Influenciador foi eleito pelo MDB com mais de 49 mil votos e é investigado por suspeita de extorsão; mandado ainda não tinha cumprimento confirmado.
A Justiça de Pernambuco decretou, nesta quinta-feira (29), a prisão preventiva do influenciador digital Emerson Freitas, eleito deputado estadual pelo MDB. A decisão foi assinada pelo juiz Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, da 15ª Vara Criminal da Capital, em um processo que apura o crime de extorsão.
Até a divulgação das informações, não havia confirmação de que o mandado de prisão tivesse sido cumprido.
Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, conhecido nas redes sociais como Emerson Freitas, recebeu 49.254 votos nas eleições de 2026 e tem previsão de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2027. Ele mantém um perfil voltado à divulgação de conteúdo policial e se apresenta como “repórter investigativo”.
Investigação apura suspeita de extorsão
Em março deste ano, uma reportagem da Marco Zero Conteúdo informou que Emerson havia se tornado réu após uma investigação conduzida pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil.
Segundo a publicação, a investigação apontou que o influenciador teria se passado por policial militar ao abordar uma mulher vítima de violência doméstica, que contava com medida protetiva. Ainda conforme a reportagem, ele teria mencionado um suposto plano para matá-la e tentado obter vantagem em troca de interromper a ameaça.
O caso foi enquadrado como suspeita de extorsão. A reportagem também informou que, na ação penal então aceita pela Justiça, Emerson respondia por outros crimes, incluindo estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e uma infração prevista no Estatuto do Desarmamento.
Defesa já havia se manifestado
Na ocasião, a defesa afirmou que Emerson se arrependia dos fatos e estava à disposição da Justiça.
O Diario de Pernambuco informou que tentou obter um posicionamento do deputado estadual eleito por meio do MDB, mas não recebeu resposta até a publicação da notícia. O espaço permanece aberto para manifestação.
A decretação da prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação criminal. O caso segue no âmbito judicial, e a responsabilidade penal deverá ser definida conforme o andamento do processo.
Jornalista Kalebe Pereira | Portal Caruaru 24 Horas

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