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Pesquisa eleitoral do Instituto Opinião é barrada pela Justiça Eleitoral após questionamentos sobre recursos, metodologia e elaboração do questionário
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, nesta terça-feira (11), a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto Opinião sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco e pelo Senado.
A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira, aponta, entre outros problemas, falta de clareza sobre a origem dos recursos utilizados e a identificação do responsável pelo pagamento da pesquisa.
A ação foi apresentada pela coligação da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Na análise liminar, a Justiça Eleitoral também identificou possíveis inconsistências na metodologia utilizada.
Segundo o magistrado, haveria uma “aparente incoerência” na definição do universo amostral, além de uma possível mistura de métodos de amostragem e a inclusão de quesitos considerados estranhos ao objetivo da pesquisa.
Para o desembargador, os problemas apontados podem comprometer a validade dos resultados e, caso dados estatísticos imprecisos sejam divulgados, podem influenciar o eleitorado de forma indevida.
A decisão coloca mais um capítulo de tensão no cenário eleitoral de Pernambuco, onde as pesquisas de intenção de voto vêm sendo acompanhadas de perto por candidatos, partidos e eleitores.

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